quarta-feira, 23 de maio de 2012
quarta-feira, 9 de maio de 2012
sábado, 7 de abril de 2012
sexta-feira, 6 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
O MENINO-MULA
para Lucas Santana*
E agora, como se limpa esta mancha de sangue das roupas, este cheiro peculiar da mistura de sêmen, bosta e urina? Alvejante e indiferença? Quais são as chaves para salvar o menino que agora você prende, usa e estupra? Quais são as chaves para salvar sua corja depois que tudo pender na forca? Depois que o trem passar por cima de sua roupa de malha fina que também nos foi roubada? Que gosto tem a carne podre entre os dentes, que som tem o gemido dos doentes? Nosso destino trágico e sinistro, nossas palavras soltas e dementes. Ato de amor aqui é manter o lobby, roubar os pobres, arrancar-lhe os ossos, enfeitar clavículas em mesas regadas a vinho e algumas cláusulas. Que gosto tem minha porra em sua boca? Sangue e fotografia esparramados numa cova fria, já posso mijar na sua cara? O teu Deus vomita plantas mortas e maçãs ressecadas, castanhas do Pará engasgadas. Há papéis higiênicos importados para limpar sua bunda? Quantos nomes estariam gravados em sua mesa, quantos se favoreceram com a chuva? Política de cu é rola, nem tudo acaba em pizza. Qual será a sobremesa?
* para ler ouvindo o deus que devasta mas também cura.
quinta-feira, 15 de março de 2012
VESTÍGIOS
uma
festa com fogos de artifício
pra
memória dos mortos:
alegria
e cinema
apocalipses
interrompendo
o curso
da
previdência privada
a
realidade é bruta
é
cerveja gelada
é
cansaço de puta
o
jornal pela porta
é
uma arma, uma corda
pra
amarrar o cabelo
e
a tristeza
que
ora viva, ora morta
no
pé da mulata
jinga
na dor do poema.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
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