terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 3 de junho de 2011
DOS NÓS
Invertidos em mariposas
de finíssima areia,
Simples como uma cadeira
transmutada em placas de vidro;
Construindo a romã
E suas pedras de água.
Nós
Como hashis de marfim
segurando imagens
no arroz,
Sobrepostos,
Como planícies reveladas numa mesa de bar,
Dispersos em gotas de licor
sobre o mamilo,
Preenchendo de beleza
O vazio das coisas,
Desfeitos
na superfície dos corpos.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
DAS SINUSITES [ou dentes sensíveis]
para Patrícia Simplício
Rompe sensação falsa
trincando a madeira
E os ossos do crânio
Que recriam o hiato
Até chegar à testa
sobe às narinas
A laceração dos sentidos
na agulha
Irrompe
E é quase desmaio
Mas é quase um segundo
Rompe sensação breve
de página em branco
estalando os dedos
sobre a taça
Há na colher pedaços de ameixa
creme em minha boca
Tudo é simples, renovado no espírito:
Estou numa sorveteria.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
DA FOTOGRAFIA
Dentro do liquidificador,
na solidão da dona de casa
que espera suas crianças mortas
para o almoço cenográfico,
misturam-se coisas do sangue
que adormeciam em jarros de barro
pra memória da lembrança
abestalhada
dos olhos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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