Há 5 dias
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
O QUE PODE O CORPO ?
e eu que pensava que deserto
estava só no espelho,
no cadafalso de camafeu,
dei por mim que das águas
o caminho do som, aquilo
que se inscreve na areia
assentado na memória
do tórax e do ânus,
chakras abertos pro nada,
assim como os mares.
estava só no espelho,
no cadafalso de camafeu,
dei por mim que das águas
o caminho do som, aquilo
que se inscreve na areia
assentado na memória
do tórax e do ânus,
chakras abertos pro nada,
assim como os mares.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
ENSAIO CRÍTICO
tento diluir
nas repetições
aquele que se afaga
debaixo das roupas
feitas de urtiga,
para que a cadela
que eu seja
com cílios postiços
e de salto agulha
se equilibre
simulando a manhã
num poema
faminto,
como se assim
pudesse reter o deserto
que li hoje à tarde
e estranhamente
dizia da água:
recipiente quase falso como o corpo do outro
nas repetições
aquele que se afaga
debaixo das roupas
feitas de urtiga,
para que a cadela
que eu seja
com cílios postiços
e de salto agulha
se equilibre
simulando a manhã
num poema
faminto,
como se assim
pudesse reter o deserto
que li hoje à tarde
e estranhamente
dizia da água:
recipiente quase falso como o corpo do outro
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
DA CLAREZA
Não aprendi a magia das respostas lúcidas, tão claras seriam minhas palavras pra dizer o simples. Como dizer daquela tarde e do assombro do que aconteceria? A mesma ausência que demove o que dentro sopra e move? Só o amor que não oscila?
Tendo parte de tua vida inventado, me despeço dos cadernos. E a rima que seríamos é de silêncio, pra que o sentido escorra e não seja eu nem tu, nem nós nem eles, e seja só, só, uma palavra que eu não disse.
Tendo parte de tua vida inventado, me despeço dos cadernos. E a rima que seríamos é de silêncio, pra que o sentido escorra e não seja eu nem tu, nem nós nem eles, e seja só, só, uma palavra que eu não disse.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
DAS MUSAS
A minha musa lésbica
como quem enfia a palavra, enfia a língua
E chega a tocar com a ponta
as paredes da casa.
Aflita, asmática e pessimista,
minha musa artista,
Vai pra pista, se encharca
Enquanto seu encharpe
Me devolve a fantasia
E a ressaca:
Nós sob luz estroboscópica
Eu e minha alegria histérica
o mundo e sua tristeza escondida
onde o poema apodrece
cheirando a álcool
e inseticida.
como quem enfia a palavra, enfia a língua
E chega a tocar com a ponta
as paredes da casa.
Aflita, asmática e pessimista,
minha musa artista,
Vai pra pista, se encharca
Enquanto seu encharpe
Me devolve a fantasia
E a ressaca:
Nós sob luz estroboscópica
Eu e minha alegria histérica
o mundo e sua tristeza escondida
onde o poema apodrece
cheirando a álcool
e inseticida.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
DA ESPONTANEIDADE
Não é nada, apenas o tempo
que ainda não nos liberou
pra simplicidade
e encontrou a linguagem
que resume os desejos.
Se o poema fica no quase
ou se no quase
se inteira, é porque
tudo tem sua maneira
de reagir à vida.
Porque hoje não procuro
os dicionários, nem sequer a condição.
Deixo que faíscas e filtros determinem
na ansiedade do corpo
e na ira do tempo, o clichê
e o refinamento.
que ainda não nos liberou
pra simplicidade
e encontrou a linguagem
que resume os desejos.
Se o poema fica no quase
ou se no quase
se inteira, é porque
tudo tem sua maneira
de reagir à vida.
Porque hoje não procuro
os dicionários, nem sequer a condição.
Deixo que faíscas e filtros determinem
na ansiedade do corpo
e na ira do tempo, o clichê
e o refinamento.
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