infinitas cortinas
lapsos e repirações||
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
como uma estação que passa
o vinho aberto respira
e retém o silêncio absorvido
na própria demência.
numa bandeja de prata, minha cabeça.
com algumas frutas vermelhas
para as crianças que choram
por uma palavra encontrada
e fatalmente perdida.
enquanto lá fora
os protestos seguem
sob balas de borracha.
Agora é tempo de orquídeas
e amanhã é sempre amanhã:
uma estética possível
de nossas impotências.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
10ª Bienal do Livro da Bahia
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
PARA COMPOR QUINTAIS
Observa
atento
a
passagem dos dias
Deveria
ser assim o meu canto de amor?
Um
passavento nas folhas?
Ontem
mesmo avistei um fruto
e
lembrei da árvore imensa
de
onde desciam coloridas sedas
e
formavam redes, tuas pontes.
E
lá embaixo, zanzando
com
os fones de ouvido,
eu
estive lembrando
de
algumas palavras
feitas
de água e doçura
e
do delicado pássaro
que
hoje é só mais um andrajo
entre
as coisas.
Tu
que me ensinaste o mundo,
observaria
atento, se soubesses o quanto
vivo
e pertencido, embora sem jeito
meu
amor é fruto
que
se abre
em
silêncio.
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