sexta-feira, 11 de novembro de 2011
como uma estação que passa
o vinho aberto respira
e retém o silêncio absorvido
na própria demência.
numa bandeja de prata, minha cabeça.
com algumas frutas vermelhas
para as crianças que choram
por uma palavra encontrada
e fatalmente perdida.
enquanto lá fora
os protestos seguem
sob balas de borracha.
Agora é tempo de orquídeas
e amanhã é sempre amanhã:
uma estética possível
de nossas impotências.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
10ª Bienal do Livro da Bahia
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
PARA COMPOR QUINTAIS
Observa
atento
a
passagem dos dias
Deveria
ser assim o meu canto de amor?
Um
passavento nas folhas?
Ontem
mesmo avistei um fruto
e
lembrei da árvore imensa
de
onde desciam coloridas sedas
e
formavam redes, tuas pontes.
E
lá embaixo, zanzando
com
os fones de ouvido,
eu
estive lembrando
de
algumas palavras
feitas
de água e doçura
e
do delicado pássaro
que
hoje é só mais um andrajo
entre
as coisas.
Tu
que me ensinaste o mundo,
observaria
atento, se soubesses o quanto
vivo
e pertencido, embora sem jeito
meu
amor é fruto
que
se abre
em
silêncio.
domingo, 11 de setembro de 2011
em anexo
Confira dois poemas dos Estudos do Corpo que a revista Muito publicou em seu site:
http://www.atarde.com.br/revistamuito/?p=7029quinta-feira, 8 de setembro de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011

Participo neste sábado (20.08), a convite da Fundação Pedro Calmon, de um debate na Feira do Livro da cidade de Feira de Santana.
http://www2.uefs.br/feiradolivro/programacao.pdf
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
LA PETIT MORT
Qualquer intermédio
entre a parede e a pele
aberta
pela esferográfica vermelha
me descrevendo na chuva
como uma nota musical
que se torna física no papel, tu
em linguagem que me toca
dos olhos no avesso
ou qualquer vice-versa
que teu argumento
possa dissimular, confesso
minha gula
e quedo morto no passeio
como se morrer
fosse só
imaginar.
entre a parede e a pele
aberta
pela esferográfica vermelha
me descrevendo na chuva
como uma nota musical
que se torna física no papel, tu
em linguagem que me toca
dos olhos no avesso
ou qualquer vice-versa
que teu argumento
possa dissimular, confesso
minha gula
e quedo morto no passeio
como se morrer
fosse só
imaginar.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
terça-feira, 19 de julho de 2011
CONTA-GOTAS
I
Sobre o granito
E debaixo dágua, o céu
Empoçado no pavilhão
Da escola de música
Chove numa nota de oboé.
Chove numa nota de oboé.
II
As bibliotecas são sempre
Espaços cobertos
Pelo tédio
Imaginando
Fruições no silêncio.
CONVITE
Sangue Novo: Alexandre Coutinho - André Guerra - Bernardo Almeida - Caio Rudá de Oliveira - Clarissa Macedo - Daniel Farias - Edson Oliveira - Érica Azevedo - Fabrício de Queiroz - Gabriela Lopes - Georgio Rios - Gibran Sousa - Gildeone dos Santos Oliveira - Janara Soares - Lidiane Nunes - Priscila Fernandes - Ricardo Thadeu - Saulo Moreira - Vânia Melo - Vanny Araújo - Vitor Nascimento Sá
LANÇAMENTO EM SALVADOR:
LOCAL: Livraria LDM - Multicampi
Rua Direita da Piedade - Piedade
DATA: 23 de julho de 2011 (sábado)
HORÁRIO: Das 10 às 14 horas
LANÇAMENTO EM SALVADOR:
LOCAL: Livraria LDM - Multicampi
Rua Direita da Piedade - Piedade
DATA: 23 de julho de 2011 (sábado)
HORÁRIO: Das 10 às 14 horas
sobre a antologia, por Sandro Ornellas: http://www.verbo21.com.br/v5/index.php?option=com_content&view=article&id=461:a-poesia-o-mapa-as-geracoes-sandro-ornellas&catid=67:ensaios-julho-2011&Itemid=98
sexta-feira, 3 de junho de 2011
DOS NÓS
Invertidos em mariposas
de finíssima areia,
Simples como uma cadeira
transmutada em placas de vidro;
Construindo a romã
E suas pedras de água.
Nós
Como hashis de marfim
segurando imagens
no arroz,
Sobrepostos,
Como planícies reveladas numa mesa de bar,
Dispersos em gotas de licor
sobre o mamilo,
Preenchendo de beleza
O vazio das coisas,
Desfeitos
na superfície dos corpos.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
quinta-feira, 17 de março de 2011
DAS SINUSITES [ou dentes sensíveis]
para Patrícia Simplício
Rompe sensação falsa
trincando a madeira
E os ossos do crânio
Que recriam o hiato
Até chegar à testa
sobe às narinas
A laceração dos sentidos
na agulha
Irrompe
E é quase desmaio
Mas é quase um segundo
Rompe sensação breve
de página em branco
estalando os dedos
sobre a taça
Há na colher pedaços de ameixa
creme em minha boca
Tudo é simples, renovado no espírito:
Estou numa sorveteria.
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
DA FOTOGRAFIA
Dentro do liquidificador,
na solidão da dona de casa
que espera suas crianças mortas
para o almoço cenográfico,
misturam-se coisas do sangue
que adormeciam em jarros de barro
pra memória da lembrança
abestalhada
dos olhos.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sábado, 29 de janeiro de 2011
DOS SINTOMAS
Celulares pós-pagos pensando economias estratégicas,
Maiúsculas sintaxes amarradas em infalíveis doses de alegria,
Tento meter tudo na agenda para me lembrar dos custos
de toda área de transferência de minhas revisões,
Requento o perdão no microondas e meto na boca
junto com o volume dos seios da protagonista,
Arroto uma cerveja no espaço da narração publicitária
entre as rolhas da garrafa de gênero aberto.
Na delicadeza do design do apartamento,
traíras voadoras cercam o lustre.
Recorto seminaristas aportados nos congressos de pesca
cantando Gonzaguinha e outras canções de esperança
a favor da construção de mais uma escada-rolante
que nos leve para fora daqui.
sábado, 15 de janeiro de 2011
DA MEMÓRIA
Pela árida esteira que desce à Parnaíba
Antes que eu já não lembre a cor dos olhos dela
Invento meus cavalos amanhecidos
Dentro da casa de sombras
Onde imaginadas estrelas
Destelham a nascente do quarto
E as crianças de outrora
Falseiam a memória e os perigos:
Serpentes na cabeceira do rio,
Insetos debaixo do lençol,
Os olhos do tio e da cascavel
Que espreitam qualquer sinal de fumaça.
No tempo em que se formam as pedras,
Em preces antes do sono,
Queimam os flamboiãs de fogo
Na praça dos meus afetos.
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